últimos bruaás

Exposição de Ninamasina em Milão

Ivan Chermayeff: About faces

Duas das colagens que fazem parte da exposição Ivan Chermayeff: About faces, patente até 19 de Abril na Galeria Pavel Zoubouk Gallery em Nova Iorque.


































Red Talker, 1995


































Girl, 2000

Prints Ivan Chermayeff

Oportunidade única para adquirir 6 edições limitadas (25) assinadas por um dos melhores designers gráficos do mundo. - Ver colecção completa.

Dimensão: 28x35.5 cm
Preço: 25€ (portes gratuitos)
Enviem-nos um email para shop@bruaa.pt com o vosso pedido. O pagamento poderá ser feito através de transferência bancária ou Paypal.


Como as cerejas

Alguns trabalhos realizados a partir das ilustrações do Gonçalo Viana durante o jogo/ oficina 25 CEREJAS E MAIS UMA?, dinamizado por Joana Paz, Dulce Gonçalves e Danuta Wojciechowska na exposição “Como as cerejas!”. A exposição estará patente no CCB/ Fábrica das Artes até dia 1 de Abril.


Escreve-se para...

Porque contrariamente ao que muitos pensam, não se escreve para entreter, embora a literatura seja um dos melhores entretenimentos que existe, nem se escreve para aquilo que se chama "contar histórias", embora a literatura esteja cheia de relatos geniais. Não. Escreve-se para prender o leitor, para nos apropriarmos dele, para seduzi-lo, para o subjugar, para entrar no espírito do outro e ali ficar, para o emocionar, para conquistá-lo... 


Enrique Vila-Matas
in "Kassel não convida à lógica"


Daniil Harms aos 7 anos

Daniil Harms com a sua rede caça-ideias.

Remodelações na monarquia sueca.

"A rainha das rãs não pode molhar os pés" numa edição da Alvina Förlag.  


Já começou

Clicar para aumentar

Na revista Blimunda


Texto de Andreia Brites

Promo cão


Enviem-nos um email para shop@bruaa.pt com o vosso pedido. O pagamento poderá ser feito através de transferência bancária ou Paypal.

Send us an email to shop@bruaa.pt with your request. The payment can be made through bank transfer of Paypal. (Free postage only for Portugal)

Em Coimbra


Rua Aires de Campos nº6 (ao lado do Convento das Carmelitas)
Tel: 239041397/ 929090628 | geral@casadaesquina.pt

Bruaá edita livro infantil "Guarda como um segredo"

O nascimento de uma criança, ignorante sobre o mundo, é o mote do livro para a infância "Guarda como um segredo", da escritora Sandol Stoddard e do designer gráfico Ivan Chermayeff, a editar esta semana pela Bruaá. 
O livro foi publicado originalmente em 1961 e parte da ideia de que uma criança, quando nasce, desconhece o que a rodeia, com a autora norte-americana a elencar muitas das coisas que estão por descobrir e conhecer - o que é a felicidade e a tristeza, o que são estrelas, trovões e neve. O texto é de Sandol Stoddard Warburg, autora com mais de uma vintena de livros publicados, e a ilustração e trabalho gráfico é do britânico Ivan Chermayeff, cuja obra está agora a ser publicada pela primeira vez em Portugal. "Guarda como um segredo" é o segundo de três livros que a Bruaá edita com ilustrações de Chermayeff. O primeiro foi "Um nome para o cão". Com Tom Geismar, Ivan Chermayeff fundou em 1957 uma das mais importantes agências de design dos Estados Unidos. Com o irmão, Peter Chermayeff, o autor concebeu o painel de azulejos, com animais marinhos, no exterior do Oceanário de Lisboa.

por Lusa, texto publicado por Paula Mourato

O tigre vai a Loures

Dia 30 de Novembro, "O Tigre na Rua" 4 de outubro, n.º 19, em Loures.

Biblioteca Municipal José Saramago |  T. 21 115 1262 | bmjs@cm-loures.pt

Nas livrarias a partir da próxima semana

Quando alguém nasce inauguram-se sempre duas novas realidades: a de um bebé e a daqueles que lhe dão as boas-vindas e se vêem confrontados com o que dar, mostrar ou dizer a quem acaba de chegar a este mundo não sabendo nada ou quase nada. Como receber da melhor maneira este novo membro da família e apresentá-lo aos mistérios da vida? Por onde começamos com esta bela criatura adormecida? Por um brinquedo para ele ver, por algo perfumado para ele cheirar? Podemos dar-lhe uma maçã, uma folha ou mostrar um pedaço de neve. Mas será que ele vai entender? Tudo o que ele sabe é ainda muito pouco, embora já saiba que quer alguém a segurá-lo bem apertado. Talvez o melhor será partir em busca de tudo o que neste mundo queremos partilhar com ele e guardá-lo em canções, guardar tudo como um segredo que só a ele pode ser confiado, para que saiba que é algo de especial, algo de bom neste seu primeiro dia na Terra.

Resultado do passatempo

O nosso sincero agradecimento a todos aqueles que nos enviaram o seu texto. Acreditem que a escolha foi tão difícil como dar um nome a um cão. Até a um próximo. Obrigado. 

Clicar para aumentar


Texto 1

 - Cão cão acorda ! Acorda caraças cão !!!
O nevoeiro tinha pousado definitivamente entre as orelhas do bicho.
Isto há cada dia ! Os cheios de cheiros são os melhores. Ladrar também é muito saboroso e alivia-nos os fígados sobrecarregados de restos saborosos. Lambemo-nos por eles, é só ouvir aquele rk rk rk do raspar do tacho e do prato e é uma aguinha na boca que não conseguimos ficar deitados e sossegados.
- Quieto cão ! Deita já.
Ora esta ! E o nevoeiro que pousara definitivamente entre as orelhas do bicho amigo.
Bem que lhe tinha dito para deixar de fumar.!!!Onde é que se viu um cão-fumador?
Digam-me, vá ?
Tinha que baixar aquele nevoeiro sobre as orelhas do bicho. No entanto eu conheço cães-equilibristas, cães-ciclistas e até um cão-pensador eu conheci – coitado esse morreu de fome. Conclui logo que pensar muito não mata a fome. Não há como passar à acção, nariz no ar, nariz no chão, cauda bem agitada. Hmm que vida de cão esta !
O que me custa agora são estas saudades do bicho que se me colam ao nariz sempre que vou passear. Tem de passar um inverno dos bons, com muita água para levar bem pela terra fora e abaixo os cheiros dele que por aqui ficaram e perduram.
Inverno-leva-almas, Inverno-lava-almas.
Afinal estas ruas eram os seus domínios. E bem marcados com aquele jeito especial de cão que tanto irritam os mais higiénicos duas pernas.
E aquele nevoeiro quando se cola aos olhos ??!! É tão definitivo que nem uivo alivia.
O que mais me custa é haver gente que pensava não ter nome este meu amigo de cabriolices , desculpem, cãzices. O puto chamava-lhe de cão e era com Maiúscula porque o nome tinha o tamanho do amor que lhe dedicava. Aquele prazer de correr entre as ervas a destruir caminhos e beber água no fim. Muita água como abraços e palavras assim a modos de dedos:
- Que orelhinhas , que orelhinhas !!!!
Era “Cão” todos os dias era o “Orelhas” no fim de cada passeio pelas ruas como quem descobria uma Índia por haver, sempre.

Pedro M. Botelho



Texto 2

Um nome para um cão.

Era uma vez, no mundo dos cães, um cão que andava sempre de caõrtola e cãochimbo… Mas isso tinha um motivo porque ele era o melhor detetive do mundo dos cães!
Um dia, o João, o cão detetive, andava a passear no campo, a fumar o seu cãochimbo, quando viu um anúncio que estava agrafado a uma árvore e que dizia assim “ Procura-se um bom detetive, preparado para arriscar!
Oferece-se uma recompensa incrível a quem aceitar a missão! Contacto: Rua dos Caniches, n.º 35, Canichelândia.”
Ao ler este anúncio, a reação do João foi imediata. Apanhou um táxi e lá foi ele direto para o endereço referido no anúncio.
Pagou ao motorista e, ao chegar à casa, bateu à porta. Para seu grande espanto, quem abriu a porta fol uma linda caniche a quem ele perguntou:
- Foi a senhora que publicou um anúncio?
- Sim, fui eu. – respondeu a caniche. – Quero que o senhor investigue o assalto ao meu banco.
E, depois de dizer isso, levou-a até à caixa - forte do banco. Ao observar a caixa-forte, o nosso detetive pensou:
- Hum! Este caso não vai ser fácil.
E tinha razão, pois a caixa-forte estava imaculada, sem nenhum vestígio para ser investigado.
- Então, qual é a recompensa para quem deslindar o caso? – perguntou ele .
- A recompensa é de 5. 000. 000 de cãodólares ( que é a moeda do mundo dos cães) – respondeu a caniche.
Então o nosso cão detetive começa imediatamente a investigar e, depois de algumas horas, encontra uma pista: um pouco de tecido.
Pegando nesse tecido, coloca-o num saco selado e vai até a um laboratório. Aí, pendura a cãortola num cabide, acende um cãochimbo e dirigindo-se a um microscópio, coloca aí um pedaço do tecido e analisa-o cuidadosamente, descobrindo que é seda pura.
- A seda é um tecido muito caro. Só os ricos têm dinheiro para puder usar roupa de seda pura.- pensou o cão detetive. E mais espantado ficou quando descobriu que na sua caõrtola também estava pendurado um bocado de seda e pensou para consigo:
- A pessoa que esteve em contacto com a minha cãortola é o ladrão. Depois de pensar, conclui que a única pessoa que lhe tinha tocado na cãortola fora a caniche que o contratara.
Como para a acusar tinha de ter provas, contratou alguém para espiar e, ao fim de três dias, o relatório do espião confirma as suas suspeitas. A caniche ia todos os dias para um quarto onde se trancava.
Ao analisar as fotografias descobriu que esse quarto estava cheio de ouro.
- Muito bem! – pensou ele – Já tenho provas suficientes para a incriminar. Mas tenho de a surpreender, senão ela não cede.
E assim fez. Marcou um encontro com a caniche, para contar quem tinha roubado a caixa-forte do banco e ela foi ao encontro, sem suspeitar que o seu esquema seria revelado.
No dia do encontro, vai até À casa da caniche, entra e diz para ela:
- Já sei quem roubou o seu banco.
- Então quem foi? – pergunta ela.
- Foi a senhora! As provas estão aqui! – respondeu o João, levando-a até ao quarto cheio de ouro.
Ao ver que o seu plano tinha sido desmascarado, a caniche confessou:
- Muito bem feito, detetive! Sabe, eu roubei o meu banco porque, assim, seria reembolsada pelo dinheiro roubado.
Depois de ouvir a confissão, o João prendeu a caniche.
Este foi um dos casos de sucesso de João, o cão detetive de cãortola e cãochimbo.

Miguel Capinha Ferreira Brás da Silva
Complexo Escolar do Alvito ( Óbidos) 5º ano, turma D.; nº10


Texto 3

 (…) Um nome? O problema agora não é o nome, o problema é poder ter um cão, parece que vão mandar fiscais a casa para contar quantos temos! - A sério? Então se depois ele for uma ela e tiver uma ninhada e quisermos ficar com algum filhote não podemos? - Acho que não, ou então só um. …mas gatos dizem que se pode ter quatro. - Mas nós não gostamos de gatos… (…………silêncio de muito pensar) Ops!!! Já sei um nome! - Qual? - Bichano. - Mas isso é nome de gato! - Pois é! Assim vamos poder ter 4 cães e ninguém desconfia.- Este fica Bichano o outro Tareco o outro Miau e o outro Bchhbchh.

Stella Gaspar

O Tigre na Rua... da Liberdade, 96

A pedido de várias famílias, depois do sucesso do primeiro encontro com o felino, o tigre volta a atacar na Figueira da Foz. 


Clicar para aumentar

Antes de o ser

Algumas imagens da exposição de Ivan Chermayeff em Paris, onde também estiveram presentes as ilustrações que haveriam de fazer parte do livro "Um nome para o cão". A exposição esteve patente na galeria da associação Les Trois Ourses, onde estivemos numa visita relâmpago para conhecer ao vivo e a cores o nosso mais recente autor.



Imagens: Cligne Cligne Magazine

Informação ao leitor

Todos os livros deviam vir acompanhados de uma tabela com a informação nutricional, incluindo a respectiva composição e a dose diária recomendada. Deviam também ser divididos por categorias: gordos, meio-gordos e magros. A razão é simples: há alturas em que, por motivos de saúde ou de falta de tempo, ou por outros motivos que agora não me apetece lembrar, o leitor é obrigado a reduzir ou a ser mais criterioso no seu consumo de literatura. Ora, nessas circunstâncias uma boa informação nutricional evitaria muitas complicações desagradáveis. Certos contos com demasiadas metáforas, por exemplo, provocam um aumento acentuado da tensão arterial. Romances há que são péssimos para o fígado e também para os nervos. Outros engordam o leitor até à obesidade ou, no mínimo, impedem-no de perder aquela gordura indesejável nas coxas. E são bem conhecidos os casos de livros que agravam os problemas de reumatismo. Mas há ainda outras razões. A ausência de uma tabela com informação nutricional pode ser particularmente gravosa para pessoas com hábitos de consumo alternativos, digamos assim. Um leitor vegetariano, por exemplo, pode ser surpreendido por livros de poemas onde abundam o "sangue podre", os "foles da língua", as "virilhas do relâmpago" ou os "ventres em combustão". Além disso, o leitor devia também ter o direito de saber se um livro inclui corantes ou conservantes. Numa palavra, a presença de um quadro com a informação nutricional nos livros é, pois, absolutamente essencial à luz dos mais elementares princípios da defesa do consumidor. E se perante tão indiscutíveis factos, algum dos senhores editores tiver ainda a intenção de pôr em causa a importância desta matéria, estou disposto – quando e onde se quiser – a fazer deste caso um assunto pessoal. 

Rui Manuel Amaral 
Crónica de sexta-feira no semanário Grande Porto, página Bairro dos Livros
 

Clicar para aumentar

Quentes e boas

A 4ª quente e boa edição do "Eu espero" chegou com algo que há muito esperávamos.

Ivan Chermayeff e duas trilogias

O próximo autor a juntar ao nosso catálogo dispensa apresentações: Ivan Chermayeff, um dos maiores nomes do design gráfico mundial que, em conjunto com Tom Geismar (http://www.cgstudionyc.com), concebeu algumas das imagens mais icónicas do séc. XX. Quem é que já não se cruzou com os logotipos da Mobil, da National Geographic ou da NBC? Em Portugal, deixou já a sua marca no Oceanário de Lisboa, projecto da autoria do seu irmão Peter, num enorme painel de azulejos repleto de animais marinhos no Pavilhão dos Oceanos. Para além do design, o prolífico trabalho de Ivan Chermayeff passa pela pintura e ilustração, tendo já ilustrado autores como Kurt Vonnegut, Ogden Nash e Sandol Warburg. 
Com a Bruaá editará pela primeira vez um dos seus projectos mais pessoais de sempre intitulado “Um nome para o cão”, um diálogo humorístico que resulta de pedaços de conversas que ouviu entre o seu filho Sam, então com 3 anos, e um amigo. 
Este é o primeiro de três livros que resultará desta parceria que muito nos honra, sendo, ao mesmo tempo, o segundo livro da nossa trilogia canina iniciada com “Arturo” e que terá o seu terceiro elemento com a reedição de um livro muito cãotita da lavra de um artista português. 


Bruaá na Biblioteca Fnac Kids

"Na noite escura" de Bruno Munari, "O ponto" de Peter Reynolds e "A árvore generosa" de Shel Silverstein são os 3 livros da Bruaá Editora escolhidos para a Biblioteca FNAC Kids 

Entre as várias sugestões de escritores e ilustradores, Afonso Cruz escolhe "A árvore generosa" e Danuta Wojciechowska escolhe "Na noite escura". 

Escolho "A árvore generosa" de Shel Silverstein. Um livro muito melhor do que a maior parte dos livro de que eu, em criança, costumava gostar. Nessa altura creio, não havia edição portuguesa.
- Afonso Cruz 

Fiquei desde criança fascinada com este livro, que mais tarde descobri ser de um importante designer italiano. Bruno Munari criou este livro como um verdadeiro objeto de design em 1956, mas creio que hoje, na nossa era digital, faz mais sentido ainda.(...) Com humor, no fim do livro descobrimos a fonte desta poesia. Um livro essencial.
- Danuta Wojciechowska 


No suplemento LIV - Jornal i
















Como é que pode um miúdo português ler uma história que está escrita em persa? Da mesma maneira que um miúdo persa lê uma história escrita em português. Vai ao final do livro e vê a tradução. É isso que acontece neste livro, que tem um toque de magia no final. Como o mais provável é os leitores não perceberem peva de persa, à medida que se lê a história parece que os caracteres esquisitos são uma simples tradução. Errado. As histórias são bastante diferentes e ao mesmo tempo bastante iguais. É por isso que há por aqui uns pós de perlim pim pim.

Ana Kotowicz

Leilão de jardim



















Quem me compra um jardim com flores?
Borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?

Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raio de sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?

Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?

Cecília Meireles

Bruaá na revista da Associação de Professores de Português


  


Os tigres tomam chá?

Clicar na imagem para aumentar.

É preciso cultivar o nosso jardim



"(...) e Pangloss dizia por vezes a Cândido: «Todos os acontecimentos se encandeiam no melhor dos mundos possíveis: pois, enfim, se não tivésseis sido escorraçado de um belo Castelo a pontapés no traseiro por amor da menina Cunegundes, se não tivésseis sido supliciado pela Inquisição, se não tivésseis corrido a América a pé, se não tivésseis trespassado o Barão, se não tivésseis perdido todos os vossos carneiros do bom país do Eldorado, não comeríeis agora aqui limas em compota e pistáchios.» - Muito bem dito, respondeu Cândido, mas é preciso cultivar o nosso jardim." 

Voltaire in "Cândido ou o Optimismo"
Tinta-da-China, 2006
Fotografia retirada do blogue de Mandana Sadat

Letras na Avenida


















No Porto há uma Avenida,
na Avenida há um Bairro,
no Bairro há Bruaá.
Ali mesmo entre "O Valente Soldado Chveik" e o emérito "Doutor Avalanche."
Note-se como "O Ponto" tenta esconder "O Pauzinho do Matrimónio" e outros licenciosos opúsculos.

Letras na Avenida é a festa dos livros e das artes no Porto!

O tapete mágico

Desconhecida do comum dos leitores, a força da ilustração iraniana já não surpreende, pelo menos, quem vai regularmente à Feira do Livro Infantil de Bolonha. Mas a singularidade de O Jardim de Babai deve-se mais à sua riqueza interpretativa do que ao convite a um olhar exótico, patente na edição bilingue (português e persa) e na possibilidade de leitura em sentidos contrários. Tal como uma tecelagem que se faz e desfaz, pegando por um fio ou por outro, o que encontramos no âmago desta belíssimo livro é, acima de tudo, uma reflexão sobre a integridade do ser. No centro do jardim que é também um tapete – dois símbolos antiquíssimos da ordem e da proporção –, está sempre a mesma figura concêntrica de Babai (sinónimo infantil para “cordeirinho”), ela própria desenhada como um jardim e um tapete. Filha de mãe belga e pai iraniano, Mandana Sadat (Bruxelas, 1971) recorre à iconografia islâmica, onde se destaca a geometria simbólica do número quatro e os elementos sagrados da natureza rodeando o centro. “Depois de muito procurar, encontrei esta parcela de terra soalheira junto a uma nascente”, diz Babai. E assim começou a cultivar o seu jardim. 

Texto de Carla Maia de Almeida publicado na edição 126 da revista LER e no blogue O Jardim Assombrado.

Na rua de baixo há um jardim.


Há muito que a bruaá nos tem habituado a livros que se oferecem ao toque como peças de arte trabalhadas à mão. Desta vez, a proposta é a de um livro que permite a leitura em duas línguas tão diferentes quanto o sol e a lua: o Português e o Persa. Porém, aquilo que à partida é antevisto como uma história comum traduzida em duas línguas diferentes será, no final, muito mais do que isso. Continuar a ler
 

© Bruaá Edição e Design | baseado num tema de Rodrigo Galindez